Abertura de empresas no Brasil

Abertura de empresas no Brasil

Você sabia que foram criadas 889.003 novas empresas no primeiro trimestre de 2020, segundo dados da Serasa Experian? Não? Vamos colocar mais informação por aqui: esse número que comentamos é o maior da série histórica da empresa Serasa Experian, que teve início em 2010 que acompanha a abertura de empresas no Brasil.

O estudo, intitulado “Indicador de Nascimento de Empresas”, mostra que o volume de abertura de empresas nos três primeiros meses deste ano é 17,1% superior ao mesmo período de 2019, quando 759.257 novas empresas foram abertas.

Especialistas mostram que, possivelmente, a necessidade de gerar renda em meio ao desemprego tem sido um dos principais motivadores do aumento da atividade empreendedora no país. Ou seja, somos completamente adaptáveis, meu caro.

Frente a uma situação econômica não muito favorável para pessoas físicas

O custo de abrir o seu próprio negócio e mudar para pessoa jurídica é um fator que pesa na decisão dos novos empreendedores. O resultado disso é que despontam aquelas empresas que exigem pouco investimento para equipamentos, não precisam de ponto comercial para funcionar e que dependem, basicamente, da mão de obra do empreendedor.

Na contramão das expectativas, considerando apenas o mês de março, quando as medidas de isolamento passaram a ser adotadas no Brasil, nosso psicológico começou a entrar em declínio e nossos pijamas viraram roupa oficial de home office, o surgimento de novas empresas aumentou em 24%, representando a maior expansão do ano. Já na passagem de fevereiro para março, sem ajuste sazonal, houve uma alta de 10,4%.

Entre janeiro e junho deste ano, o número de pessoas inscritas nos cursos do Sebrae já superou o volume do ano passado inteiro e atingiu um recorde de 1,5 milhão. Entre os principais temas procurados pelos empreendedores, estão o comércio digital, o marketing para redes sociais e formas de implantar serviços como as entregas. O que já mostra uma alteração na visão dos novos empreendedores frente ao mercado.

Vale ressaltar que os dados da Serasa refletem apenas o início dos impactos da pandemia.

Um outro levantamento do Ministério da Economia

Mostra que em abril deste ano foram abertas 189.878 empresas, uma queda de 29,5% na comparação com o mesmo período de 2019.

Você notou que nosso bate papo de hoje é puramente baseado em dados, certo? E isso se mantém quando pensamos nos setores e regiões dessa expansão empreendedora.

De acordo com o levantamento da Serasa, a cada dez empresas criadas entre janeiro e março deste ano, sete (69,6%) atuam no segmento de serviços. O comércio responde por uma fatia de 21,8% dos novos empreendimentos, ao passo que as indústrias representam 7,4% do total de empresas abertas em 2019.

Dos cinco estados que lideram o ranking de abertura de novas empresas do último trimestre, três estão localizados na região Norte: Amazonas (46,9%), Pará (35,2%) e Roraima (31,9%).

A lista ainda conta com o Sergipe em terceiro lugar (32,1%) e o Maranhão em quinto (31,7%). O estado que apresentou o avanço mais modesto no nascimento de empresas foi a Bahia, com alta de 7,8%.

Embora a região Sudeste tenha registrado o menor crescimento de novas empresas no primeiro trimestre deste ano (14,7%), ela detém, em números absolutos, a maior quantidade de novos negócios: 462.555.

O primeiro estado do Sudeste a aparecer na lista é o Rio de Janeiro em 19° lugar, com 16,3%, seguido por São Paulo, com 14,8% de representatividade.

O Norte, com 45.248 empresas criadas no período, desponta na liderança do crescimento, com uma alta de 30,7%. Depois aparecem o Sul (20,2%), Centro-Oeste (20,0%) e Nordeste (16,2%).

E, como ficam as MEIs?

Dentre as modalidades de novas empresas no primeiro trimestre, os microempreendedores individuais (MEIs) representam a maior parcela. Por isso, se você está nesse quesito de empreendedores, sinta-se no seu momento de brilhar!

Com um crescimento de 11,8% na comparação com o mesmo período do ano passado, os MEIs representam 79,3% das aberturas, ou seja, 707.022 novos CNPJs que se encaixam nesta natureza jurídica.

O que podemos dizer sobre isso é que o cenário de crise e aumento das demissões sugere que a criação de MEIs será impulsionada, já que é a modalidade mais comum entre pessoas que recorrem ao empreendedorismo por necessidade.

Pessoas que perderam o emprego neste momento de incertezas econômicas buscam no empreendedorismo e no trabalho por conta própria, geralmente feito de casa, uma saída para voltar ao mercado. É a forma de dar start no seu sonho e ter um negócio para chamar de seu.

Porém, uma das limitações para muitos trabalhadores aderirem a MEI é o pagamento mensal de cerca de R$ 58,25. Pode parecer pouco, mas muitos preferem continuar na informalidade para não ter que pagar esse tipo de imposto. Isso impacta diretamente no caixa do governo.

Sociedades limitadas também tiveram um crescimento

De forma robusta no último trimestre, com um avanço de 60,4%, mas representam apenas 8,5% do universo de novos negócios, o que significa 75.939 empresas criadas no período.

Já as empresas individuais perderam espaço no último trimestre, com uma queda de 13,2% – respondendo por uma fatia de 4,1% total de empresas abertas no último trimestre (36.058 novos empreendimentos no período).

Cabe ressaltar que, analisando todos os dados e todos os especialistas do mercado, acreditamos que o crescimento de empresas continuará sendo uma tendência global. Cada vez mais, assim como na Europa, nos Estados Unidos e Japão, vão se fortalecer as pequenas e médias empresas na cadeia produtiva. Tem um lado positivo nisso, que é a pessoa deixar de ser um caçador de emprego e passar a ter mais liberdade, equilíbrio e renda.

Adaptabilidade, meu caro. Isso é o primeiro passo para o sucesso.

Se precisar de dicas e ajuda para tirar seu sonho do papel, entre em contato conosco. Estamos sempre prontos a te auxiliar.

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